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	<title>Dr. César Augusto Seronni</title>
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	<description>Médico otorrinolaringologista</description>
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		<title>XXXV &#8211; AVANÇO NA CIRURGIA DA SURDEZ REALIZADA SOB ANESTESIA LOCAL EM OTOSCLEROSE OU OTOSPONGIOSE – ESTAPEDOTOMIA</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 10:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[   ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A otospongiose ou otosclerose é uma surdez ocasionada por osteodistrofia do ouvido em que o ossículo Estribo se fixa à Janela Oval impedindo a transmissão do som para o ouvido interno. Tem alta incidência na população com características hereditárias.<br />
A microcirurgia da surdez, Estapedotomia sob anestesia local, além dos inconvenientes da anestesia geral, nos permite perguntar ao paciente, no ato cirúrgico logo após o procedimento, se ele está ouvindo bem e sem zumbidos antes de efetuar o curativo oclusivo da orelha. Caso houver alguma dúvida, o médico otorrino poderá esclarecê-la e corrigi-la de imediato, ao passo que sob anestesia geral, este problema somente seria detectado dias após àquele ato operatório.<br />
A cirurgia é realizada sob microscopia, medicação hipnoanalgésica e bloqueio anestésico da inervação sensitiva por infiltração local, de uma forma quase indolor, monitorizada em centro cirúrgico na presença do médico anestesista.<br />
Descola-se o retalho tímpanomeatal, afastando-se a Corda do Tímpano. Remove-se o ossículo Estribo, após seccionar o seu músculo. Logo a seguir, faz-se a medição da distância compreendida entre a Janela Oval, onde estava acoplado este minúsculo osso em sua respectiva Bainha, e o cabo de outro ossículo, a Bigorna, para confeccionar a prótese. Em ato contínuo, faz-se uma microperfuração na Janela Oval através da Bainha do Estribo e ali se introduz milimetricamente a porção distal desta prótese, ajustando devidamente o seu outro lado no cabo da Bigorna. Assim, se consegue restabelecer de imediato a condução sonora para dentro da Cóclea.<br />
Como o paciente está acordado neste momento, conversa-se com ele fazendo-lhe as perguntas de praxe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais:<br />
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		<title>XXXIV &#8211; PROBLEMAS CAUSADOS PELA MÁ RESPIRAÇÃO &#8211; O OXIGÊNIO É O MELHOR REMÉDIO (Texto da palestra na SEMANA DA SIPAT)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 13:17:57 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Palestras]]></category>

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		<description><![CDATA[O Oxigênio (O2) O oxigênio (O2), absorvido pelo organismo humano através do ar que respiramos é o principal elemento para a nossa saúde. Basta ficarmos três minutos sem a absorção dele que poderemos deixar de viver. É de suma importância e vital a todos os órgãos, principalmente ao cérebro e ao coração, por isso respiramos <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=107"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Oxigênio (O2)</strong><br />
O oxigênio (O2), absorvido pelo organismo humano através do ar que respiramos é o principal elemento para a nossa saúde. Basta ficarmos três minutos sem a absorção dele que poderemos deixar de viver. É de suma importância e vital a todos os órgãos, principalmente ao cérebro e ao coração, por isso respiramos em torno de nove mil vezes por dia.</p>
<p><strong>Respirar bem</strong><br />
Respirar bem está sendo o grande foco de pesquisas em todo o mundo (é o grande paradigma atual). Inúmeros trabalhos científicos demonstram uma variedade de doenças, sintomas e acontecimentos que podem estar relacionados à má respiração, como:</p>
<p><strong>Consequências da Má Respiração</strong><br />
Pressão arterial elevada (26-48% dos hipertensos apresentam SAHOS e 40-81% com SAHOS apresentam hipertensão), angina pectoris, infarto do miocárdio (16% dos pacientes enfardados apresentam SAHOS), resistência à insulina, diminuição do hormônio de crescimento, aumento da agregação plaquetária, sonolência diurna, risco quatro vezes maior de acidentes de trânsito, separação de casais, insônia, fragmentação do sono com vários despertares, depressão, irritabilidade, diminuição da memória e da concentração, dores musculares, dor torácica e impotência sexual, noctúria, insegurança, labirintite, zumbido, cefaléia, ataques epiléticos, acidente vascular cerebral (AVC), halitose, refluxo gastro-esofágico (RGE), ronco, apnéia do sono, tosse crônica, bronquite, sinusite, alterações osteofaciais e obesidade, entre outros.</p>
<p><strong>A Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) </strong><br />
Acomete 4% da população adulta feminina (30-60 anos) e 9% da masculina, e varia, desde roncos primários com interferência apenas social, até os casos graves de apnéia com êxito letal. Pela sua prevalência, hoje é considerada uma preocupação pública maior, com graves conseqüências físicas, sociais e profissionais, se não tratada adequadamente.</p>
<p><strong>A Apnéia do Sono </strong><br />
É a parada respiratória por mais de dez segundos. Pode ser de origem obstrutiva (com esforço respiratório), central (sem esforço) e mista. A Hipopnéia é a redução de pelo menos 50% na amplitude do fluxo aéreo com dessaturação do oxigênio no mínimo de 4%.<br />
A SAHOS classifica-se em leve (5-15 Apnéia/Hipopnéia por hora), moderada (15-30 A/H por hora) e grave (mais de 30 A/H por hora).</p>
<p><strong>Colapso das VAS à Inspiração</strong><br />
Os mecanismos que causam as pausas respiratórias obstrutivas durante o sono não são ainda totalmente conhecidos, costumam ser semelhantes aos mecanismos do ronco. São ocasionados por diversos fatores, dentre os quais as variações anatômicas e funcionais que representam uma complexa alteração das vias aéreas superiores (VAS), cujo evento principal corresponde ao colapso de suas paredes à inspiração durante o sono ante as forças dilatadoras dos músculos faringianos. O colapso costuma ocorrer no véu palatino (25%), na base da língua (10%), palato e língua (35%) e hipofaringe (10%).</p>
<p><strong>A Obesidade e a Idade</strong><br />
A obesidade representa fator de agravamento e a recíproca é verdadeira (estes pacientes costumam ser mais ansiosos e deprimidos, e também dormem mais após as refeições).<br />
Existe clara relação com a idade. Trabalhos mostram que de 30-70% dos idosos apresentam 20 ou mais pausas respiratórias por noite, sugerindo a SAHOS como marcador fisiológico do envelhecimento.<br />
Nos idosos que respiram mal, o problema é ainda mais grave, pois eles necessitam de maior aporte de oxigênio.</p>
<p><strong>A Síndrome das Vias Aéreas Superiores com Hiper Resistência (SHVAS)</strong><br />
A grande questão é o nível da resistência das vias aéreas superiores à passagem do ar. São variados os níveis desta, desde leve e quase imperceptível, até as notórias, denominadas de Síndrome das Vias Aéreas Superiores com Hiper Resistência (SHVAS) e com fatores anatômicos claramente evidentes. Em outros, esta resistência somente se manifesta durante algumas fases do sono devido ao relaxamento de algumas estruturas anatômicas internas ou também da própria musculatura brônquica. A SHVAS caracteriza-se por roncos e vários e breves despertares noturnos (acima de dez por hora), ou micro despertares de 4-14 segundos e queda do fluxo aéreo com esforço respiratório, sem pausa respiratória (apnéia). Passam a noite lutando para respirar, e o cérebro terá que escolher entre deixá-lo afogando-se, e acordá-lo.</p>
<p><strong>A Polissonografia</strong><br />
Em certos hospitais neurológicos e cardiológicos como o INCOR em SP, é rotina a avaliação polissonográfica dos pacientes a fim de se conhecer os eventos cardiorrespiratórios, a pressão arterial e a oxigenação sanguínea durante o sono, para ministrar o tratamento correto.<br />
A Polissonografia é o exame do sono que permite a mensuração de vários parâmetros fisiológicos como: eletroencefalograma, eletrocardiograma, eletroculograma, eletromiograma, gasometria (O2 e CO2), esforço respiratório (torácico e abdominal), fluxo aéreo (nasal e bucal), pressão endoesofagiana, tumescência peniana, temperatura, pressão arterial, som e vídeo, entre outros.<br />
A Polissonografia Domiciliar é realizada na residência do paciente ou no hotel. Atualmente temos dado ênfase a ela pelo fato de ser mais prática ao permitir uma melhor qualidade de sono e maior liberdade de movimentos.</p>
<p><strong>Auto CPAP (Continuous positive airway pressure)</strong><br />
Determinados casos poderão ser avaliados por aparelhos automáticos &#8211; Auto CPAP &#8211; que auxiliam o paciente a respirar pelas narinas, insuflando ar automaticamente através das mesmas conforme a necessidade do seu organismo. Este mesmo aparelho mede a resistência respiratória através da pressão que foi necessária fazer o ar atravessar aquela barreira, ou resistência à entrada do ar durante toda a noite e armazena estas informações, dentre outras como apnéia/hipopnéias e roncos, que são registradas no computador e estudadas pelo médico. O paciente será monitorado sob internação e supervisão, ou poderá levar para casa este aparelho, caso prefira. Fazem-se necessárias várias noites – em torno de três – para uma maior eficiência.</p>
<p><strong>Diagnóstico Terapêutico</strong><br />
Além de realizar diagnósticos, o seu uso durante o sono irá oxigenar devidamente o seu corpo, promovendo os seus efeitos benéficos a serem observados no outro dia, evidenciando assim, objetivamente, cada caso. Pode ser adaptado ao oxigênio e ao vaporizador. Costuma melhorar os sintomas e acontecimentos supracitados devidos à má respiração, revelando de maneira direta que a causa era realmente a deficiência de oxigenação sanguínea. Restando apenas que o seu médico otorrinolaringologista descubra a causa e ministre o tratamento adequado.</p>
<p><strong>Resistência das VAS</strong><br />
Diminuir a resistência das vias aéreas superiores é mandatário, a fim de melhorar a respiração noturna.<br />
Quanto menor for a resistência das vias aéreas à entrada do ar, menor também deverá ser a pressão do ar insuflado pelo CPAP, quando imprescindível o seu uso terapêutico. (O CPAP é a primeira escolha para os casos mais graves: IAH&gt; de 40/h e IMC &gt; de 30/kg/m2).<br />
A adaptação e a adesão do paciente ao tratamento também será maior.<br />
A traqueostomia tem indicação precisa.</p>
<p><strong>Fatores anatômicos </strong><br />
Qualquer fator que reduza o espaço das Vias Aéreas Superiores (VAS) como a macroglossia, os depósitos de gordura, a hipertrofia das amígdalas e adenóides, os tumores, as micrognatias e retrognatias, outras alterações osteofacias, a posição do osso hióide, pode causar o Ronco e a Apnéia.<br />
A tomografia computadorizada (TC), a ressonância nuclear magnética (RNM) e a cefalometria são exames de grande valia em muitos casos.</p>
<p><strong>Reflexos Neuromusculares</strong><br />
O próprio Ronco irrita os tecidos, causando inflamação, edema e disfunções neuromusculares.</p>
<p><strong>O Exame ORL</strong><br />
O exame otorrinolaringológico abrange toda a via respiratória através da videoendoscopia nasofaringolaringeana e traqueobrônquica.<br />
Há manobras (descrição e comentários sobre a manobra de Muller) e exames microscópicos ou videoendoscópicos, inclusive com telescópios bastante finos – 2,7 milímetros – com visão angulada que conseguem ver e amplificar imagens por trás do complexo osteomeatal e do recesso esfenoetmoidal, evidenciando também certos bloqueios e infecções sinusais que passam despercebidas.(Clips de Filmes mostrando imagens videoendoscópicas de regiões acessíveis ao endoscópio angulado de 2,7mm).<br />
Colheita de material e apalpações detalhadas endonasais, antes e após vasoconstricção com anestesia da mucosa para evidenciar cefaléias rinogênicas e tecidos ósseos e mucosos em excesso e também diferenciá-los de variação anatômica da patológica, verificando ainda a direção e o sentido da coluna aérea inspirada, também são necessários (Clips de Filmes de imagens videoendoscópicas da rinite vasomotora, tumor, patologia do corneto médio e do septo nasal como esporões, véu palatino vibrando e emitindo o ronco).</p>
<p><strong>Dormir com a Boca Aberta</strong><br />
Caso a resistência nasal seja maior, o indivíduo será forçado a dormir com a boca aberta, respirando pela mesma, ressecando e inflamando a faringe e as vias respiratórias inferiores, ocasionando faringites, tosse crônica, bronquites ou pneumonias, alterações osteofaciais, halitose e demais fenômenos obstrutivos.<br />
Cada 1,5cm de sua abertura deslocam a base da língua para trás diminuindo em 1,0cm o diâmetro da orofaringe.<br />
Dormir com a boca fechada é de suma importância.</p>
<p><strong>Coluna Aérea</strong><br />
A coluna aérea que entra pelas narinas tem que subir, para depois descer, senão pode entrar comprimida por baixo com maior velocidade e também ressecar e inflamar a garganta (Clip de filme mostrando imagens microscópicas de faringite granulosa com micro abcessos).</p>
<p><strong>Esforço Respiratório e Efeito Vácuo</strong><br />
O esforço inspiratório cria vácuo e turbulência aérea, faz crescer e vibrar os tecidos das narinas (principalmente nos cornetos inferiores e na mucosa septal), da faringe e do véu palatino, bem como a queda da língua, bloqueando mais ainda a respiração e emitindo o som denominado ronco (Clips de filmes mostrando imagens videoendoscópicas do véu palatino crescido através da cavidade oral e também pelas narinas mostrando a sua vibração emitindo o ronco).<br />
A pressão negativa nas VAS em indivíduos com SAHOS pode chegar a -40 cm de água, ao passo que em normais a pressão é de -2 a -4 cm H2O.</p>
<p><strong>RGE</strong><br />
Esta pressão negativa costuma aspirar o suco gástrico gerando a Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (RGE).</p>
<p><strong>DVOS</strong><br />
Os Distúrbios Ventilatórios Obstrutivos do Sono (DVOS) quase sempre têm origem multifatorial. O tratamento clínico, físico ou cirúrgico pode envolver profissionais de várias áreas (desde psiquiatras até fonoaudiólogos) e engloba também ajustes comportamentais como dietas, exercícios, uso/proibição de medicamentos (abstenção de álcool, fumo e tranqüilizantes) e higiene do sono (ciclo circadiano), entre outros.</p>
<p><strong>DVOS em Crianças</strong><br />
A grande maioria dos DVOS em crianças na faixa etária de 2-8 anos está relacionada à Hipertrofia Amigdaliana e Adenoideana (Clips de Filmes mostarndo imagens videoendoscópicas das pregas vocais, da hipertrofia adenoideana vista através das narinas e da orofaringe, hipertrofia amigdaliana lingual e palatina com cáseos e pólipos, e também de nódulos faringeanos).<br />
São causas comuns de bronquite, otite, sinusite, surdez, alterações osteofaciais, irritabilidade, baixo rendimento escolar, etc.</p>
<p><strong>Válvula Nasal</strong><br />
Existe uma área logo após a abertura narinária denominada de Válvula Nasal com o maior estreitamento dentro do nariz (Clip de Flme mostrando exame de uma válvula nasal). Ela é responsável pelo grande número de fracassos cirúrgicos e na adaptação dos CPAPs. É a região mais importante para a entrada de ar dentro das narinas. Basta uma leve pressão digital externa para que se sinta o bloqueio à inspiração. Deve ser muito bem avaliada com manobras de abertura e testes de resistência. Exames apenas com vídeoendoscópios e espéculos não avaliam bem esta região, por isso ela é pouco examinada. Pequenas alterações ali, acarretam grandes manifestações clínicas, além de considerar que a respiração nasal, através do mecanismo de regulação neuronal constitui grande estímulo à respiração pulmonar.</p>
<p><strong>Tratamento ORL da Válvula Nasal</strong><br />
O tratamento da válvula nasal envolve, não somente elementos endonasais como o septo e o corneto inferior, mas também a estrutura narinária e o dorso cartilaginoso. O cirurgião otorrinolaringologista poderá corrigir também os defeitos estéticos, quando existentes, embelezando o nariz sob anestesia local (imagens de pré e pós-operatório).</p>
<p><strong>Uvulopalatofaringoplastia (UPFP)</strong><br />
O otorrino tem papel cada vez maior no tratamento do ronco e nas desordens respiratórias relacionadas ao sono.<br />
A Uvulopalatofaringoplastia (UPFP), introduzida em 1952 por Ikematsu (Japão) e 1981 desenvolvida por Fugita (USA), continua a ser o procedimento otorrinolaringológico mais comumente realizado para a Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS) e ronco socialmente perturbador.<br />
A UPFP foi primeiramente realizada por nós, em Goiânia, no ano de 1984 (22 anos atrás).</p>
<p><strong>Tratamento do Ronco e SAHOS</strong><br />
O futuro sinaliza para os procedimentos cirúrgicos cada vez menos agressivos, sob anestesia local e para o uso de aparelhos que moldam a anatomia e auxiliam a respiração.</p>
<p><strong>Tratamento do Septo e do Corneto médio</strong><br />
Para modificar a coluna aérea inspirada, dirigindo-a para cima e ampliar a passagem do ar, é necessário também corrigir as anormalidades na região póstero-superior do septo nasal e no corneto médio.<br />
É bastante factível associando-se à técnica: “Microturbinoplastia do Corneto Médio Sob Anestesia Local” (Clip de Filme).</p>
<p><strong> A “Microturbinoplastia do Corneto Médio sob anestesia local – Técnica Pessoal” foi por nós apresentada no VII Congresso Brasileiro de Rinologia e Estética da Face.</strong><br />
Ela objetiva excisar porções bem determinadas do Corneto Médio pós hemostasia compressiva do mesmo.<br />
Estes procedimentos favorecem também a drenagem e a ventilação das cavidades paranasais ao permeabilizar o meato médio, tratando ao mesmo tempo as sinusites e as rinites (Clip de Filme).</p>
<p><strong>O Véu Palatino</strong><br />
É a porção póstero-superior do céu da boca. Cresce e torna-se flácido, bloqueando e vibrando com grande intensidade, emitindo som. É o maior responsável pelo ronco.<br />
Costuma ser operado no mesmo tempo cirúrgico. É bastante factível com a técnica: “Microuvulopalatoplastia sob Anestesia Local – MUPP” (Clips de Filmes)</p>
<p><strong>A “Microuvulopalatoplastia Sob Anestesia Local – MUPP – Técnica Pessoal” foi por nós apresentado no XXXIII Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia. </strong><br />
É a descrição de uma técnica e de um microbisturí de ponteira angulada. Ressecciona-se o excesso do Véu Palatino que é flectido contra o Pálato Duro. Inicia-se com uma incisão apenas da sua mucosa à partir do Rinofaringe. À seguir, da sua musculatura excedente que é tracionada, e excisada em cone, à partir das suas fibras externas, em círculo, numa angulação de 90°. Sutura-se com um ponto em U, visando uma maior tensão nos tecidos e uma melhor cicatrização (clip de filme).</p>
<p><strong>Cirurgias Minimamente Invasivas</strong><br />
Estas cirurgias &#8211; rinossepto, cornetos inferiores e médios, e véu palatino &#8211; são quase sempre realizadas no mesmo ato cirúrgico sob anestesia local com alta no mesmo dia: são minimamente invasivas.<br />
São também adequadas para pacientes idosos.</p>
<p><strong>Doença Silenciosa</strong><br />
Muitas pessoas respiram mal e acostumam-se com isso porque não sabem como seria caso respirassem bem. Outros, vêm tratando sem êxito por muito tempo apenas dos sintomas e não da causa dos seus males.<br />
“O ronco pode ser uma doença silenciosa e passar despercebida”. O autor.<br />
(“silenciosa” no sentido de “oculta ou invisível”).</p>
<p><strong>Dr. César Augusto Seronni</strong> é médico otorrinolaringologista (www.seronni.med.br) CRM GO 2287.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais:<br />
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		<title>XXXIII &#8211; A LABIRINTITE TEM CURA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 13:14:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dr. Cesar Augusto Seronni e Fga. Isadora Christina Seronni Fayad O LABIRINTO é o órgão de orientação e de equilíbrio. É a base da percepção e idéia de posição no espaço e também, sede dos reflexos posturais originados nos núcleos vestibulares e cerebelares que desencadeiam os movimentos de posição do corpo. O labirinto faz parte <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=105"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dr. Cesar Augusto Seronni e Fga. Isadora Christina Seronni Fayad</strong></p>
<p>O LABIRINTO é o órgão de orientação e de equilíbrio. É a base da percepção e idéia de posição no espaço e também, sede dos reflexos posturais originados nos núcleos vestibulares e cerebelares que desencadeiam os movimentos de posição do corpo.<br />
O labirinto faz parte do ouvido. O sistema auditivo é representado pelo LABIRINTO ACÚSTICO ou anterior que por sua vez é constituído pela Cóclea. O do equilíbrio, pelo LABIRINTO VESTIBULAR, ou posterior, formado pelo Vestíbulo e os Canais Semi Circulares. Eles estão situados numa pequena cavidade do osso temporal, no ouvido interno (fig. 01).<br />
O desequilíbrio físico é uma manifestação subjetiva através de diversas sensações de tonturas e vertigens. Podem vir acompanhadas de fenômenos vagais, auditivos e oculares, como náuseas, vômitos, zumbidos, surdez, diplopia e nistágmos.<br />
Por serem órgãos bastante sensíveis (labirinto acústico e vestibular), freqüentemente se tornam verdadeiros termômetros do organismo, dando precocemente o alarme das mais variadas doenças, tanto endo, como exo labirínticas. As mais significantes são as deficiências de oxigenação e distúrbios do sono (obstrução nasal, rinites, ronco e apnéia do sono), doenças inflamatórias e reumáticas (sinusite, artrose cervical, etc.), doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, trombose da carótida, espasmos, aneurisma, isquemia, disritmias, etc.), alterações metabólicas e endócrinas (diabetes, dislipidemias, hiper ou hipotireoidismo, distúrbios ovarianos, etc.), hipertensão endolinfática (síndrome de Meniére), disfunção otolítica, doenças neurológicas (degeneração espinocerebelar, siringobulbia, esclerose múltipla, tumores, etc.), tensão emocional, intoxicações medicamentosas e traumatismos, entre outros. TUDO PODE AFETAR O LABIRINTO.<br />
O estudo do labirinto deve vir acompanhado de exames audiológicos objetivos e subjetivos, do exame otorrinolaringológico (Otoneurológico &#8211; VENG), da Polissonografia, de imagens (TC e RM), clínico, laboratorial, entre outros.<br />
Na exploração do labirinto vestibular, estudamos o desvio conjugado dos olhos de origem reflexa e de caráter rítmico, composto de dois movimentos, um rápido e outro lento, o NISTÁGMO, que pode ser espontâneo e também provocado artificialmente, para que possamos valorizá-lo através da VECTO-ELECTRO-NISTAGMOGRAFIA (VENG).<br />
Lesões neurológicas situadas abaixo da tenda do cerebelo, ou seja, infra-tentorial, produzem sintomas otoneurológicos marcantes como na síndrome do Ângulo Ponto Cerebelar, no Neurinoma do Acústico e no comprometimento do Trigêmio e do Facial. A Síndrome da Linha Média, na fossa posterior, acomete a região Bulbo Protuberancial e o Vermis do Cerebelo. É no assoalho do IV Ventrículo que se encontram os núcleos Vestibulares que dão origem às vias oculomotoras e às vestíbulo-espinhais.<br />
A propalada LABIRINTITE não é um diagnóstico. Não se deve tratá-la aleatoriamente antes de se conhecer a sua causa, através de um minucioso estudo pelo otorrinolaringologista e pela fonoaudióloga. Além de indicarem se a lesão é periférica ou central, orientando no seu topo diagnóstico, avaliarão o grau de excitabilidade ou depressão labiríntica, muito importante para um tratamento adequado. Acertar na condução terapêutica para cada caso é preciso, pois medicações sintomáticas, comumente usadas aleatoriamente por leigos, que deprimem o labirinto, mesmo melhorando os sintomas, costumam dificultar no seu restabelecimento e mascarar outras doenças conexas. Na Vertigem Posicional Paroxistica Benigna (VPPB), por exemplo, quando acontecem depósitos de cristais (otocônias) nos canais labirínticos, restabelece-se o equilíbrio com “manobras de reposicionamento canalicular”. Noutros casos, estimula-se esse órgão através de exercícios específicos de “COMPENSAçÂO VESTIBULAR”, orientados pela fonoaudióloga. Tratamentos preventivos podem evitar quedas e fraturas em idosos.<br />
O labirinto é muito sensível à falta de oxigenação, por isso, é importante uma boa respiração. Muitos se acostumam respirando mal pelas narinas, roncando à noite e ainda, com apnéia do sono. Às vezes nem se dão conta disso antes de consultar um médico otorrinolaringologista que fará o diagnóstico e o tratamento da causa da sua doença.<br />
O advento da vecto-electronistagmografia constitui preciosa contribuição à exploração semiótica do aparelho vestibular, propiciando a aquisição de novos e importantes conhecimentos sobre a função labiríntica.</p>
<p>Saiba mais: <a title="A SURDEZ E A LABIRINTITE" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=97">A surdez e a labirintite</a></p>
<p>Cesar Augusto Seronni é médico otorrinolaringologista (CRMGO- 2287)</p>
<p>Isadora Christina Fayad Seronni é fonoaudióloga (CRFa-10040)<br />
Isadora é filha do Dr. Cesar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais:<br />
<a href="http://seronni.web623.uni5.net/?page_id=178">Vídeos</a><br />
<a href="http://seronni.web623.uni5.net/?page_id=283">Sala de Vídeos</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>XXXII &#8211; AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA NOTURNA – O PARADIGMA ATUAL DA MEDICINA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:54:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quase todas as especialidades médicas estão relacionadas à má respiração noturna, durante o sono, pois a oxigenação de todos os tecidos do nosso corpo depende, em grande parte, daquele momento em que se está mais relaxado e o bloqueio das vias aéreas superiores é mais intenso, em certas pessoas. Sabe-se que o oxigênio é o <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=103"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase todas as especialidades médicas estão relacionadas à má respiração noturna, durante o sono, pois a oxigenação de todos os tecidos do nosso corpo depende, em grande parte, daquele momento em que se está mais relaxado e o bloqueio das vias aéreas superiores é mais intenso, em certas pessoas. Sabe-se que o oxigênio é o elemento mais vital ao organismo. O ser humano respira em torno de nove mil vezes por dia e não pode ficar três minutos sem essa preciosidade, o ar. Portanto todos os nossos órgãos dependem diretamente dele. Alguns são mais necessitados como o coração e o cérebro. Hospitais cardiológicos e neurológicos costumam ter o seu serviço próprio de estudo do sono, a polissonografia. Uma variedade de sintomas e doenças pode estar dependente da má respiração, como hipertensão, angina, infarto, nanismo, diabetes, trombose, AVC, insônia, depressão, distúrbios psiquiátricos, epilepsia, sonolência diurna com acidentes de trânsito, ronco e apnéia com separação de casais, irritabilidade, insegurança, diminuição da memória e da concentração, dor de cabeça, musculares e torácica, impotência sexual, labirintite, zumbidos, halitose, obesidade, refluxo, entre muitos outros. Até os gastroenterologistas costumam pedir esse exame, pois se sabe que grande parte das pessoas que tem refluxo gastresofágico e laringofaríngeo é contumaz roncador noturno ou tem obstrução nasal que exacerba durante o sono fazendo com que, com o esforço respiratório, a pressão na garganta – efeito vácuo – chegue a até vinte vezes o normal, aspirando o suco estomacal e ocasionando acidez na faringe e cordas vocais.<br />
As crianças também padecem dessa falta de oxigenação noturna, muitas vezes pelo crescimento exagerado das amígdalas palatinas e adenóide.<br />
Os exames deverão ser realizados por médicos otorrinolaringologistas que avaliam a válvula nasal, importante região com o maior estreitamento narinário, colhendo material e estudando toda a via respiratória através da vídeoendoscopia nasofaringolaringeana e traqueobrônquica. Há manobras e exames microscópios, inclusive com telescópicos bastantes finos (2,7 milímetros) e com visão angulada que conseguem ver e amplificar imagens por trás do complexo osteomeatal e do recesso esfenoetmoidal. Evidenciam-se também, nesses exames, certos bloqueios e infecções sinusais que passam despercebidas.<br />
O médico otorrinolaringologista também costuma dispor de modernas e miniaturizadas máquinas (Sleep Diagnostic Device) que fazem o estudo do sono em casa, ou seja a polissonografia domiciliar. O aparelho é instalado no paciente em sua residência ou no hotel, com acomodações confortáveis. O sono assim é mais natural, permitindo ao paciente maior liberdade de movimentos, inclusive ir ao banheiro durante o exame. O aparelho registra até dez horas de sono no chip (smart cards) em software específico. Nessa avaliação respiratória noturna, obtêm-se os roncos, as apnéias (paradas respiratórias) e hipopnéias, centrais, periféricas ou mistas, variações do fluxo aéreo nasal (bloqueio respiratório), posições do paciente, variação da oxigenação do sangue (oximetria) e da freqüência cardíaca (arritmias) durante os eventos noturnos. Além de calibrar CPAPs (aparelhos que ajudam o paciente respirar durante o sono), diagnosticam outros distúrbios do sono.<br />
O tratamento moderno para a má respiração noturna ou Síndrome da Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) caminha para procedimentos cirúrgicos cada vez menos agressivos e sob anestesia local, como a microuvulopalatofaringoplastia (MUPP), associada ou não a intervenções endonasais, como as microturbinoplastias e septorrinoplastias, sem tamponamentos nasais e com alta hospitalar no mesmo dia. Como são procedimentos minimamente invasivos e o paciente já vai para casa respirando pelas narinas, são também adequados para pacientes idosos que precisam muito mais de uma boa respiração. Outras cirurgias mais agressivas, uso de aparelhos intra orais ou CPAPs, poderão também ser indicados em casos específicos.<br />
<strong><br />
César Augusto Seronni – www.seronni.med.br<br />
Médico Otorrinolaringologista – Crmgo: 2287</strong></p>
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<p>Mais:<br />
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		<title>XXXI &#8211; O ESTUDO DO SONO NA  POLISSONOGRAFIA DOMICILIAR</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cesar Augusto Seronni Isadora Christina Seronni Fayad Atualmente a sociedade está convivendo com um paradigma que é o distúrbio do sono. Muitos adultos e crianças apresentam vários sintomas em conseqüência da má respiração noturna, pois a oxigenação de todos tecidos do nosso corpo depende, em grande parte, daquele momento em que se está mais relaxado. <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=101"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cesar Augusto Seronni<br />
Isadora Christina Seronni Fayad</strong></p>
<p>Atualmente a sociedade está convivendo com um paradigma que é o distúrbio do sono. Muitos adultos e crianças apresentam vários sintomas em conseqüência da má respiração noturna, pois a oxigenação de todos tecidos do nosso corpo depende, em grande parte, daquele momento em que se está mais relaxado. Quando há um bloqueio das vias respiratórias superiores, o ser humano dorme mal. Durante o sono profundo, no REM, ou seja, aquele sono que realmente descansa, física e psicologicamente, o bloqueio respiratório costuma aumentar muito, pois se deve estar devidamente relaxado e o cérebro terá de escolher entre deixá-lo continuar afogando-se, ou superficializar o seu sono, diminuindo a qualidade do mesmo.<br />
Respiramos em torno de nove mil vezes por dia e não podemos ficar três minutos sem esse elemento essencial para sobrevivência, o ar. Portanto, todos os nossos órgãos dependem diretamente dele, principalmente o coração e o cérebro.<br />
Vários especialistas como otorrinolaringologistas, neurologistas, cardiologistas, geriatras, pneumologistas, gastroenterologistas, endocrinologistas e pediatras, dependem do exame do sono para melhor conduzir seus pacientes.<br />
Uma variedade de sintomas e doenças pode estar relacionada com a má respiração noturna: ronco, apnéia, angina, hipertensão arterial, infarto, trombose, AVC, nanismo, diabetes, insônia, depressão, distúrbios psiquiátricos, epilepsia, sonolência diurna, irritabilidade, dor de cabeça, dores musculares e torácicas, insegurança, acidentes de trânsito, diminuição da memória e da concentração, labirintite, zumbido, halitose, obesidade, impotência sexual, refluxo gastresofágico, entre outros.<br />
Muitos gastroenterologistas pedem esse exame, pois se sabe que grande parte das pessoas que tem refluxo, é roncador noturno ou tem obstrução nasal que exacerba durante o sono, fazendo que, com o esforço respiratório, a pressão negativa na garganta crie o efeito vácuo, podendo chegar até 20 vezes o normal, desse modo aspira o suco estomacal, ocasionando acidez na faringe e nas cordas vocais.<br />
As crianças também padecem desta falta de oxigenação noturna. As que ressonam (roncam) durante o sono também podem ser portadoras da Síndrome da Apnéia do Sono que se caracteriza por uma interrupção da respiração enquanto ela está dormindo, reduzindo assim a quantidade de oxigênio no sangue. Estudos sobre crianças portadoras de apnéia, mostraram que as mesmas obtiveram um desempenho pior nos testes de QI e também, apresentaram danos em estruturas do cérebro, relacionadas à memória, à aprendizagem e ao desenvolvimento das capacidades mentais e físicas, limitando até a sua habilidade de ler. A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) também pode levar a um retardo do crescimento da criança e até, a uma alteração cárdio-respiratória, como hipertensão pulmonar. Acrescente-se, o ressonar, respiração pela boca, movimentação intensa durante o sono, xixi na cama ou suar muito durante a noite, alterações cognitivas e comportamentais, como déficit de atenção e hiperatividade, que podem gerar uma má aprendizagem e baixo rendimento escolar. Existem muitas causas para a apnéia da criança, mas a principal é a hipertrofia (aumento do tamanho) das amígdalas e adenóides. Outras causas incluem obesidade, malformações craniofaciais e doenças neuromusculares. Esta síndrome pode ocorrer em qualquer sexo e idade, incluindo recém-nascidos, mas a predominância é em crianças com idade pré-escolar onde a hipertrofia das amígdalas e da adenóide é mais comum. Como é um mal que pode trazer prejuízos cerebrais, pela má oxigenação, os danos podem ser irreversíveis e por isso o diagnóstico precoce é de extrema importância. Procurar um médico imediatamente para um diagnóstico específico se for observado sintomas da Síndrome da Apnéia do Sono na criança, também pode ajudá-la a melhorar sua qualidade de sono, aprendizagem e sociabilidade. Por isso é de estrema importância, pais e professores ficarem atentos aos sintomas da má respiração das crianças, optando sempre por fazer uma polissonografia para investigar as prováveis causas.<br />
Muitas crianças são agitadas e não suportam dormir em clínicas, por isso optamos por um aparelho moderno que realiza o estudo do sono na própria casa do paciente, com todo seu conforto, sem sair do seu habitat natural.<br />
As doenças causadas pelos distúrbios do sono, como o ronco e a apnéia, em grande parte, passam desapercebidas e o paciente fica tratando das suas conseqüências, por isso é importante que as pessoas saibam e discutam com seus médicos este lado, podendo realizar o estudo do seu sono, uma vez que a polissonografia é um exame inócuo e esclarecedor.<br />
Esse registrador do sono portátil permite aos médicos fazer triagem e diagnosticar distúrbios respiratórios relacionados ao sono, em crianças e adultos, avaliar tratamentos e realizar o acompanhamento dos pacientes. O sono, na polissonografia domiciliar, é mais natural. São máquinas miniaturizadas (Sleep Diagnostic Device) que fazem o estudo do sono em casa ou no hotel. Tem menos fios, permitindo ao paciente maior liberdade de movimentos, inclusive ir ao banheiro durante o exame. O aparelho registra até dez horas de sono no chip (smart cards) em software específico. Nesta avaliação respiratória noturna, obtêm-se os roncos, as apnéias (paradas respiratórias) e hipopnéias, centrais, periféricas ou mistas, variações do fluxo aéreo nasal (bloqueio respiratório), posições do paciente, variação da oxigenação do sangue (oximetria) e da freqüência cardíaca (arritmias) durante os eventos noturnos.<br />
Além de calibrar CPAPs (aparelhos que ajudam o paciente respirar durante o sono), também diagnosticam outros distúrbios do sono.</p>
<p>Cesar Augusto Seronni (crmgo 2287) é médico otorrinolaringologista. (site:www.seronni.med.br).<br />
Isadora Christina Seronni Fayad (crfªgo 9665) é fonoaudióloga especializada em adaptação de CPAP e Polissonografia.<br />
Isadora é filha do Dr. Cesar Seronni.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>XXX &#8211; O MAU HÁLITO TEM CURA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dr. Cesar Augusto Seronni e Dr. Giovanni Paolo Seronni O MAU HÁLITO TEM CURA Pessoas com halitose não costumam sentir o próprio cheiro A halitose se manifesta, muitas vezes, em conseqüência de bactérias anaeróbicas, presentes na boca, garganta e nariz que produzem gases de enxofre. Segundo pesquisas, 25% da população norte americana tem mau hálito, <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=99"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dr. Cesar Augusto Seronni e Dr. Giovanni Paolo Seronni </strong></p>
<p>O MAU HÁLITO TEM CURA<br />
Pessoas com halitose não costumam sentir o próprio cheiro</p>
<p>A halitose se manifesta, muitas vezes, em conseqüência de bactérias anaeróbicas, presentes na boca, garganta e nariz que produzem gases de enxofre. Segundo pesquisas, 25% da população norte americana tem mau hálito, na brasileira chega a 40%.<br />
Qualquer infecção aguda ou crônica, localizada, principalmente, na boca, garganta, narinas, seios da face e pulmões, poderá ocasionar este sintoma. Ele será passageiro ou permanente, conforme a sua causa.<br />
Nas doenças metabólicas, como no diabete mellitus, o paciente descompensado costuma ter mau cheiro cetônico. O portador de insuficiência renal tem odor urêmico. Portanto, é também mandatório o exame laboratorial.<br />
Pessoas costumam ter halitose pela manhã, ao acordar, por que houve proliferação bacteriana durante o sono, quando a produção de saliva diminui muito.<br />
Halitose que aparece em períodos menstruais, durante exercícios físicos, ou até mesmo na fome, pode ser de causa orgânica, sem maiores problemas. Entretanto, é preciso ser melhor investigada. Certos alimentos ricos em enxofre, como o alho e a cebola, provocam o mau cheiro característico.<br />
O indivíduo que tem halitose não costuma sentir o próprio hálito, provavelmente, por um fenômeno de adaptação do organismo. O que é pior, é que poucos se encorajam a lhe falar sobre o seu problema e ele acaba passando um longo tempo da sua vida, de uma maneira anti social, nem mesmo se preocupando em tratar-se. É preciso que alguém lhe confidencie e se disponha a ajudá-lo, mesmo durante e após o tratamento, para se ter a certeza do seu êxito.<br />
Existe o aparelho Halímetro que mede o teor dos gases sulfídricos e vários testes para o auto-exame, porém a melhor forma para saber se é portador deste sintoma é, sem dúvida, através do confidente.<br />
Soluções e pastilhas anti-sépticas, álcool e água oxigenada, de uso contínuo e sistemático, podem agravar o problema, pois desequilibram o ecossistema microbiano local, destruindo também a flora bacteriana comum das cavidades orofaringeanas, favorecendo ainda o crescimento de fungos e outros microrganismos mais resistentes.<br />
Boca e garganta ressecadas exalam mau cheiro. A respiração natural é através das narinas mas, pessoas que têm problemas nasais costumam respirar pela boca, desidratando-a. O ser humano respira em torno de nove mil vezes ao dia. O nariz, além de aquecer, humidifica em 90% o ar inspirado. Água boa em excesso só faz bem. O ronco é causador da halitose.<br />
Uma alimentação saudável, rica em fibras, higiene dentária com fio dental e abstenção do fumo e do álcool, são fatores que contribuem para o hálito puro.<br />
Mau hálito tem tratamento e cura, basta descobrir a sua causa e eliminá-la. Recorrer a paliativos, mascara e piora a doença.<br />
Causas mais comuns e tratamentos:<br />
BOCA: Infecções dentárias, e periodônticas, gengivites, aftas e doenças das glândulas salivares, costumam ter as suas próprias causas e os tratamentos são específicos.<br />
GARGANTA: As amígdalas palatinas são as maiores vilãs, por terem a propriedade de acumular internamente, dentro das suas críptas (crateras), substâncias esbranquiçadas e de consistência pastosa, denominadas de cáseo, de intenso odor fétido, ou mesmo, secreção purulenta. O diagnóstico dever ser realizado sob visão microscópica, pós massagem das mesmas, com instrumentos apropriados.<br />
O tratamento conservador e medicamentoso visa tratar e eliminar o conteúdo das críptas por meio de incisão nos micro abcessos e toalete das amígdalas sob microscopia e anestesia local – criptólise.<br />
Caso não se obtenha êxito com estes procedimentos e em certas amígdalas, o médico, após evidenciar, através do microscópio, a estrutura deteriorada deste órgão, indicará a sua extirpação cirúrgica como única solução.<br />
As inflamações na faringe, denominadas de faringites, granulosas ou não, aparecem, principalmente, quando há um ressecamento das mesmas por disfunção nasal como alterações do septo ou cornetos que bloqueiam ou modificam a coluna aérea na respiração. Por isso, as faringites crônicas costumam estar associadas às sinusites. Quando existe uma resistência maior à inspiração nasal, ocorre uma pressão negativa na garganta, principalmente durante o sono, ocasionando o ronco e a apnéia, e também, o refluxo gastroesofágico. O tratamento visa eliminar as causas nasais e vaporizar sob anestesia local e visão microscópica os granulomas faringeanos – nas faringites granulosas. Por isso, os que respiram pela boca, mesmo durante o sono, e os roncadores, são candidatos potenciais a ter mau hálito.<br />
As amígdalas linguais situam-se na base da língua, na sua porção mais posterior. Elas raramente doem e costumam passar desapercebidas quando estão infeccionadas. É necessário o uso de vídeo endoscópico para o seu diagnóstico mais preciso. Quando o tratamento clínico for ineficaz, opera-se sob anestesia local e visão microscópica, destruindo o tecido doente sob vaporização.<br />
A amígdala faringeana ou adenóide hipertrofiada é comumente encontrada em crianças até os 14 anos de idade, sendo, pois, causadora comum de halitose nesta faixa etária e também, de obstrução respiratória, ronco e alterações osteofaciais. Também, não costuma doer. O tratamento medicamentoso poderá ser tentado. Em certos casos, a remoção cirúrgica deverá ser efetuada, também para evitar deformidades e outras doenças.<br />
NARIZ: Os desvios do septo, sinusites, rinites, corpos extranhos e tumores também causam o mau cheiro. A respiração nasal é necessária mesmo durante a conversação.<br />
O interior das narinas dos pacientes deverá ser examinado sob visão vídeomicroscópica para não deixar passar desapercebido certos defeitos, doenças e secreção purulenta que possa vir das sinusites. O médico também colherá material da mucosa endonasal. Existe o tratamento clínico específico e o cirúrgico. As cirurgias das sinusites, dos cornetos inferiores e médios, associadas ou não às septorrinoplastias, quando indicadas, são comumente factíveis sob anestesia local no mesmo ato cirúrgico e o paciente já vai para casa, horas após, já respirando pelas narinas e sem o desagradável tamponamento nasal. O mesmo se aplica à cirurgia do ronco – microuvulopalatoplastia (MUPP).</p>
<p>Saiba mais: <a title="O MAU HÁLITO" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=42">O mau hálito</a> e <a title="A SINUSITE TEM CURA" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=83">A sinusite tem cura</a></p>
<p>Dr. César Augusto Seronni é médico otorrinolaringologista (www.seronni.med.br) CRM GO 2287.<br />
Dr. Giovanni Paolo Seronni é médico otorrinolaringologista especializado em cirurgias videoendoscópicas e estética nasal (www.seronni.med.br) CRM GO 11568. Dr. Giovanni é filho do dr. Cesar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais:<br />
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		<title>XXIX &#8211; A SURDEZ E A LABIRINTITE</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:49:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Giovanni Paolo Seronni, Isadora Christina Seronni e Leandra Fioravanso Seronni A AUDIÇÃO é um dos sentidos da maior importância. É através dela que conseguimos nos comunicar, ter vínculos afetivos, receber e passar conhecimentos. O seu desenvolvimento tem início por volta do 3º mês de gestação e não está completo ao nascimento. Até os 2 anos <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=97"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Giovanni Paolo Seronni, Isadora Christina Seronni e Leandra Fioravanso Seronni</strong></p>
<p>A AUDIÇÃO é um dos sentidos da maior importância. É através dela que conseguimos nos comunicar, ter vínculos afetivos, receber e passar conhecimentos. O seu desenvolvimento tem início por volta do 3º mês de gestação e não está completo ao nascimento. Até os 2 anos de idade a criança está em maturação intelectual e da sua linguagem, por isso, a estimulação sonora precoce é de suma importância.<br />
Várias patologias que acometem o ouvido nesta fase, diminuindo a audição, podem gerar distúrbios cognitivos permanentes. O “teste da orelhinha” que vem sendo divulgado e popularizado nos últimos anos, consiste em um exame indolor e de rápida execução para diagnosticar precocemente a perda auditiva, nos permitindo intervir a tempo.<br />
Na idade adulta, o impacto de uma perda auditiva (hipoacusia) resulta em déficit nos hábitos sociais e intelectuais. Vários estudos demonstram que a surdez é uma grande causa de depressão e isolamento social. Os surdos são alvo de críticas, até dentro da família que costuma se irritar, pois tendem a ouvir rádio ou televisão com volume mais elevado, falam mais alto e fazem com que se repita palavras. Com a progressão da doença, eles passam a se isolar das conversas por se sentirem envergonhados e incapacitados de acompanhar o assunto.<br />
Quando detectado o início da surdez, é imprescindível que medidas de reabilitação auditiva sejam tomadas imediatamente, diminuindo assim os prejuízos que a acompanham. Deve-se consultar um otorrinolaringologista para o diagnóstico da sua causa, bem como o tratamento preciso.<br />
O OUVIDO é didaticamente dividido em 3 partes: o ouvido externo, médio e interno (fig. 01). O ouvido externo, consiste da abertura do canal auditivo até a membrana do tímpano. O ouvido médio é uma cavidade em que está presente uma cadeia ossicular, responsável pela transmissão do som e da equalização da impedância acústica entre o meio aéreo ambiente e o líquido da Cóclea (órgão que transforma essas vibrações sonoras em impulsos elétricos). E o ouvido interno, representado pela cóclea e o nervo coclear.<br />
Ao inspecionarmos a cavidade auricular no exame clínico (à micro otoscopia), conseguimos identificar várias causas de deficiências auditivas provenientes do ouvido externo, como rolha de cerume, e algumas causas provenientes do ouvido médio, como as otites.<br />
O exame audiométrico (audiometria) é de suma importância para quantificamos a deficiência e ainda, nos dá uma idéia do local de sua origem. Exames mais detalhados, como a detecção das emissões otoacústicas (OEA) que nos permite avaliar a cóclea e a audiometria de tronco cerebral (BERA) que examina a função do nervo coclear, são utilizados para uma maior precisão nos diagnósticos.<br />
O tratamento das surdezes varia muito, de acordo com a intensidade e as causas da mesma. Doenças que acometem o ouvido externo, como as rolhas de cerume, osteomas, entre outros, são passíveis de correção com procedimentos pouco invasivos. As alterações no ouvido médio, como as lesões traumáticas que desarticulam a cadeia ossicular e a otosclerose (doença em que há um enrijecimento da cadeia ossicular), podem ser corrigidas com um procedimento cirúrgico, até mesmo sob anestesia local. Já no ouvido interno, a melhor maneira de reabilitar a perda auditiva é por meio do uso dos aparelhos de amplificação sonora individual (AASI).<br />
Houve grande avanço tecnológico nos AASI nos últimos anos, tornando-os mais eficientes e de tamanho reduzido, facilitando a sua adaptação. Várias barreiras ainda devem ser quebradas neste ramo, pois os aparelhos auditivos ainda são alvo de preconceitos.<br />
A condução do paciente pelo médico otorrinolaringologista e pela fonoaudióloga é decisiva para que ele fique bem adaptado à sua nova condição. Ainda orientam sobre as vantagens e as limitações do aparelho. Um aconselhamento sobre a exposição a sons muito intensos, objetivando evitar o trauma acústico ao ouvido interno (labirinto), é também muito importante, uma vez que o nosso ouvido (pelo mecanismo tímpano-ossicular) ainda não se adaptou para se defender destes sons agudos artificiais.<br />
O LABIRINTO é o órgão da orientação e de equilíbrio. É a base da percepção e idéia de posição no espaço. É sede dos reflexos posturais, originados nos núcleos vestibulares e cerebelares, que desencadeiam os movimentos de posição do corpo.<br />
O labirinto faz parte do ouvido. O sistema auditivo é evidenciado pelo LABIRINTO ACÚSTICO ou anterior que é constituído pela Cóclea. O equilíbrio, pelo LABIRINTO VESTIBULAR, ou posterior, formado pelo Vestíbulo e os Canais Semi Circulares. Eles estão situados numa pequena cavidade do osso temporal, no ouvido interno (fig. 01).<br />
Alterações deste sistema acarretam o desequilíbrio físico que é uma manifestação subjetiva através de diversas sensações de tonturas e vertigens. Podem vir acompanhadas de fenômenos vagais, auditivos e oculares, como náuseas, vômitos, zumbidos, surdez, diplopia e nistágmos.<br />
Por serem órgãos bastante sensíveis (labirinto acústico e vestibular), freqüentemente tornam-se verdadeiros termômetros do organismo, dando precocemente o alarme das mais variadas doenças, tanto endo, como exo labirínticas. As mais significantes são as alterações metabólicas e endócrinas (diabetes, dislipidemias, hiper ou hipotireoidismo, distúrbios ovarianos, etc.), hipertensão endolinfática (síndrome de Meniére), disfunção otolítica, doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, trombose da carótida, espasmos, aneurisma, isquemia, disritmias, etc.), doenças inflamatórias e reumáticas (artrose cervical, peri arterite, sinusite, etc.), distúrbio do sono (ronco, apnéia noturna, obstrução nasal, etc.), doenças neurológicas (degeneração espinocerebelar, siringobulbia, esclerose múltipla, etc.), tumores diversos, intoxicações medicamentosas e traumatismos, entre outros. TUDO PODE AFETAR O LABIRINTO.<br />
O estudo do labirinto deve vir acompanhado de exames audiológicos objetivos e subjetivos (vide acima), do exame otorrinolaringológico (otoneurológico), clínico, laboratorial e de imagens (Tomografia Comput.).<br />
Na exploração do labirinto vestibular, estudamos o desvio conjugado dos olhos de origem reflexa e de caráter rítmico, composto de dois movimentos, um rápido e outro lento, o NISTÁGMO, que pode ser espontâneo e também provocado artificialmente, para que possamos valorizá-lo através da VECTO-ELECTRO-NISTAGMOGRAFIA (VENG).<br />
Lesões neurológicas situadas abaixo da tenda do cerebelo, ou seja, infra-tentorial, produzem sintomas otoneurológicos marcantes como, na síndrome do Ângulo Ponto Cerebelar, no Neurinoma do Acústico e no comprometimento do Trigêmio e do Facial. A Síndrome da Linha Média, na fossa posterior, acomete a região Bulbo Protuberancial e o Vermis do Cerebelo. É no assoalho do IV Ventrículo que se encontram os núcleos Vestibulares que dão origem às vias oculomotoras e às vestíbulo-espinhais.<br />
A propalada LABIRINTITE não é um diagnóstico. Não se deve tratá-la aleatoriamente antes de se conhecer a sua causa, através de um minucioso estudo pelo otorrinolaringologista e pela fonoaudióloga. Além de indicarem se a lesão é periférica ou central, orientando no seu topo diagnóstico, avaliarão o grau de excitabilidade ou depressão labiríntica, muito importante para um tratamento adequado. Acertar na condução terapêutica para cada caso é preciso, pois medicações sintomáticas, comumente usadas aleatoriamente por leigos, que deprimem o labirinto, mesmo melhorando os sintomas, costumam dificultar no seu restabelecimento e mascarar doenças. Na Vertigem Posicional Paroxistica Benigna (VPPB), por exemplo, quando acontecem depósitos de cristais (otocônias) nos canais labirínticos, restabelece-se o equilíbrio com “manobras de reposicionamento canalicular”. Noutros casos, estimula-se esse órgão através de exercícios específicos de “compensação labiríntica”, orientados pela fonoaudióloga.<br />
O advento da vecto-electronistagmografia constitui preciosa contribuição à exploração semiótica do aparelho vestibular, propiciando a aquisição de novos e importantes conhecimentos sobre a função labiríntica.</p>
<p>Saiba mais: <a title="A LABIRINTITE TEM CURA" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=105">A labirintite tem cura</a></p>
<p>Dr. Giovanni Paolo Seronni é médico otorrinolaringologista especializado em cirurgias videoendoscópicas e plástica nasal (site: www.seronni.med.br)<br />
Isadora Christina Fayad Seronni é fonoaudióloga<br />
Leandra Fioravanço Seronni é fonoaudióloga (esposa do Dr. Giovanni)<br />
Giovanni e Isadora são filhos do Dr. Cesar Augusto Seronni (site: www.seronni.med.br)</p>
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<p>Mais:<br />
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		<title>XXVIII &#8211; ATUALIDADE NA OTORRINOLARINGOLOGIA  &#8211;  CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS ENDONASAL AVANÇADAS</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:48:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dr. Giovanni Paolo Seronni A região nasossinusal faz limite com estruturas de grande importância, como a base anterior do crânio superiormente, uma região delicada, formada em grande parte por uma fina camada óssea no teto do nariz, onde repousam estruturas como o cérebro, nervos cranianos, artérias e veias, que são de vital importância para o <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=95"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dr. Giovanni Paolo Seronni</strong></p>
<p>A região nasossinusal faz limite com estruturas de grande importância, como a base anterior do crânio superiormente, uma região delicada, formada em grande parte por uma fina camada óssea no teto do nariz, onde repousam estruturas como o cérebro, nervos cranianos, artérias e veias, que são de vital importância para o funcionamento de nosso organismo. A órbita está situada lateralmente separada do nariz pela lâmina papirácea, uma delicada camada óssea.<br />
Nas cirurgias nasossinusais, normalmente são ampliados os óstios (orifícios) de drenagem dos seios paranasais. Ressecamos pólipos e outras patologias benignas dos mesmos. Tais procedimentos são realizados em íntimo contato com estes limites. Com a chegada dos endoscópios nasossinusais no arsenal diagnóstico e terapêutico, houve uma revolução na abordagem desta importante região anatômica. Hoje dispomos de endoscópios rígidos e flexíveis com várias angulações de filmagem (O°, 30°, 45° e 70°) e vários diâmetros (2,7, 4 e 5 mm) que nos possibilitam imagens de altíssima definição, visualizadas em tela de LCD, captadas de regiões profundas da cavidade nasal que, além de diminuir o índice de complicações cirúrgicas, nos possibilita a realização de procedimentos menos invasivos e mais efetivos.<br />
Tal revolução possibilita uma familiarização com as estruturas vizinhas à cavidade nasal e, além de diminuir a possibilidade de complicações, proporciona uma via de acesso a procedimentos cirúrgicos nestas regiões.<br />
Males que acometem a órbita, aumentando seu volume e a sua pressão a ponto de causar lesões por isquemia ou gerando exoftalmia (protusão ocular), como a Doença de Graves, podem necessitar de um procedimento cirúrgico de descompressão orbitária. Uma equipe multidisciplinar composta por otorrinolaringologista e oftalmologista pode realizar tal procedimento por via endonasal com abertura da parede medial orbitária (Lâmina Papirácea) proporcionando resultado terapêutico excelente, sem incisões externas e com mínima chance de complicações cirúrgicas.<br />
As patologias das vias lacrimais em que não ocorre a completa drenagem lacrimal para as fossas nasais, gerando lacrimejamento excessivo e quando necessitam de correção cirúrgica, esta, também poderá ser realizada pela via endoscópica endonasal. O procedimento cirúrgico, neste caso, consiste na criação de uma comunicação direta entre o saco lacrimal e a fossa nasal. As vantagens desta via de abordagem são a ausência de incisão na pele, o menor tempo de duração e o acompanhamento pós-operatório em que avaliamos a cicatrização diretamente pela endoscopia nasossinusal.<br />
A glândula hipófise é frequentemente acometida por tumores benignos como os adenomas hipofisário. Quando não respondem bem ao tratamento clínico ou o tumor começa a comprimir estruturas vizinhas, como o Quiasma Óptico, há indicação de remoção cirúrgica deste tumor. A via trans nasal de acesso a tumores hipofisários é utilizada há décadas, porém o advento da cirurgia endoscópica proporcionou uma melhor visualização da glândula acometida, proporcionando uma ressecção mais seletiva do tumor e também, preservando as porções não acometidas da hipófise. Podemos introduzir os endoscópios angulados no interior da Cela Túrcica na inspeção da mesma e na ressecção de restos tumorais. Mais uma vez, uma equipe multidisciplinar composta por otorrinolaringologistas e neurocirurgiões é necessária. O otorrinolaringologista, possuidor de um grande conhecimento da cavidade nasossinusal, faz o acesso à Cela Túrcica pela via endonasal através do Seio Esfenoidal. Ele posiciona a micro câmera para que o neurocirurgião possa realizar o procedimento cirúrgico e operar com as duas mãos, obtendo com isso, uma melhor exposição do campo operatório e uma melhor eficiência.<br />
Várias técnicas têm sido apontadas por esta via de abordagem em vários tumores da base do crânio (cerebrais). O teto da cavidade nasal dá acesso à região mais anterior da base do crânio, podendo ser útil também como via cirúrgica de tumores das vias olfatórias, como os Estesioneuroblastomas, por exemplo. Os tumores para selares, como os Craniofaringiomas, podem ser abordados também pela via trans esfenoidal, abrindo-se o planum esfenoidal (acesso trans planum), com a vantagem de não haver a necessidade de tração cerebral, porém com limitações em tumores muito laterais. A via trans nasal tem sido alvo de muitas pesquisas como alternativas menos invasivas para o acesso à base do crânio. O entrosamento entre o neurocirurgião e o otorrinolaringologista tem sido o fator mais importante nesta nova modalidade de intervenção cirúrgica.<br />
A robótica também está se tornando uma grande aliada nestes procedimentos avançados.<br />
Com o avanço tecnológico a medicina vem dando passos largos e a otorrinolaringologia tem se despontado.</p>
<p>Saiba mais: <a title="Nova Técnica Cirúrgica no Tratamento das Sinusites" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=50">Nova técnica cirurgica no tratamento das sinusites</a> e <a title="CIRURGIAS OTORRINOLARINGOLÓGICAS MINIMAMENTE INVASIVAS – REALIZADAS SOB ANESTESIA LOCAL E ALTA NO MESMO DIA" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=93">Cirurgias otorrinolaringológicas minimamente invasivas</a></p>
<p>Dr. Giovanni Paolo Seronni é médico otorrinolaringologista também especializado em cirurgias videoendoscópicas e estética nasal (rinoplastias). Site: www.seronni.med.br</p>
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<p>Mais:<br />
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		<title>XXVII &#8211; CIRURGIAS OTORRINOLARINGOLÓGICAS MINIMAMENTE INVASIVAS &#8211; REALIZADAS SOB ANESTESIA LOCAL E ALTA NO MESMO DIA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:48:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Autores: César Augusto Seronni e Giovanni Paolo Seronni A tendência futurista das cirurgias, numa maneira geral, é no sentido de preservar a saúde humana e tratar as doenças de forma cada vez mais prática e segura e também, com maior eficiência. Hoje, com o uso de aparelhos que magnificam imagens como os microscópios e endoscópios <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=93"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autores: César Augusto Seronni e Giovanni Paolo Seronni</strong></p>
<p>A tendência futurista das cirurgias, numa maneira geral, é no sentido de preservar a saúde humana e tratar as doenças de forma cada vez mais prática e segura e também, com maior eficiência. Hoje, com o uso de aparelhos que magnificam imagens como os microscópios e endoscópios e também, com os que cortam e coagulam sem sangramento, estes objetivos se tornaram uma realidade. Muitas intervenções tornaram-se menos traumáticas e mais acessíveis.<br />
Os exames de imagens, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, conseguem mostrar os defeitos com uma maior precisão, auxiliando de sobremaneira nesses procedimentos.<br />
As sensações corporais, táteis, térmicas e dolorosas são identificadas por receptores sensitivos na superfície estimulada, transformando este estímulo em corrente elétrica que é transportada pelos nervos periféricos até o cérebro onde são interpretados, tornando possível a sua consciência. A anestesia local consiste no bloqueio da transmissão da corrente gerada pela dor antes da sua chegada ao cérebro.<br />
A evolução na busca de procedimentos minimamente invasivos e altamente eficazes, visando uma atuação certeira, diminui manipulações e lesões em áreas indesejadas e também, favorecem a cirurgias com o mínimo de trauma. Tal evolução, associada a um maior conhecimento anatômico, proporciona o estímulo de menos receptores para a dor durante o ato cirúrgico, facilitando o bloqueio seletivo da inervação na área que será manipulada, tornando assim, bastante factíveis variadas cirurgias sob anestesia local.<br />
Os hipno-analgésicos são substâncias rotineiramente administradas que deixam o paciente mais relaxado e diminuem o limiar da dor e que também, intensificam o efeito dos anestésicos locais no bloqueio dos nervos periféricos, proporcionando uma menor quantidade de solução anestésica a ser infiltrada. O controle da dor pela anestesia local, associado a uma analgesia e sedação leves, proporciona ao paciente um procedimento cirúrgico mais simplificado e sem os riscos de uma anestesia geral.<br />
É importante nestes procedimentos cirúrgicos sob anestesia local a presença do médico anestesista que acompanha o paciente na sala cirúrgica e promove a sua monitoração cardíaca e a oximetria.<br />
Os grandes beneficiados nestes casos são as pessoas idosas que geralmente têm limitações para se submeterem à anestesia geral, principalmente aquelas que têm problemas, justamente de má respiração e precisam solucioná-los. Estes pacientes necessitam de muito mais oxigênio de que os jovens. A entrada de ar pelas narinas e a sua passagem pela garganta vão sendo comprometidas com a idade, principalmente em consequência do relaxamento das estruturas anatômicas destas regiões. O nariz vai caindo e os músculos dilatadores do mesmo e da garganta vão se enfraquecendo, fazendo com que o bloqueio respiratório aumente mais. É também por isso que o ronco e a apnéia do sono são mais comuns em idosos.<br />
As cirurgias para correção de desvios septais são realizadas rotineiramente sob anestesia local e o paciente já relata melhora importante da respiração nasal ainda na sala operatória, indo, poucas horas após, para casa sem o desconforto do tamponamento nasal.<br />
O uso de vasoconstrictores, associados a anestésicos tópicos, aplicados diretamente no local a ser operado e também com algodão emebebido nesta solução, gera uma diminuição do sangramento trans operatório. Isso também possibilitou um grande salto no desenvolvimento de técnicas para realização das sinusectomias (cirurgia para correção de sinusites crônicas) sob videoendoscopia com anestesia local.<br />
A infiltração de anestésico local na emergência dos nervos que inervam a estrutura nasal proporciona o trabalho em toda base do nariz, tornando possível a realização de cirurgias estéticas nasais, também sob anestesia local.<br />
A cirurgia da otospongiose ou otosclerose, uma causa comum de surdez, por exemplo, quando realizada sob anestesia local, permite-nos indagar ao paciente, no ato operatório, logo após a estapedotomia (nome da cirurgia), se ele está ouvindo bem e sem zumbidos ou vertigens, antes do término e do curativo oclusivo do conduto. Caso exista algum problema, o médico otorrino poderá solucioná-lo de imediato ao passo que, sob anestesia geral, qualquer intercorrência cirúrgica somente seria descoberta dias após aquele ato.<br />
Nas cirurgias endonasossinusais, o paciente já vai para casa respirando pelas narinas, poucas horas após a operação. Como o sangramento operatório costuma ser mínimo nestes casos, sob anestesia local, pode-se realizar várias intervenções num mesmo tempo cirúrgico, incluindo plásticas e cirurgias faringianas para o ronco, por exemplo. Também, porque o tempo dispendido nas cirurgias sem anestesia geral não é tão importante.<br />
É por acreditar nesta supracitada tendência futurística das cirurgias que se desenvolveu, entre outras, a “Microuvulopalatoplastia (MUPP) sob Anestesia Local” e a “Microturbinoplastia do Corneto Médio sob Anestesia Local” que são técnicas pessoais na cirurgia do Ronco, da Sinusite e da Obstrução Nasal, apresentadas no XXXIII Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e no VII Congresso Brasileiro de Rinologia e Estética da Face, respectivamente, além da “Timpanostomia sob Anestesia Local com o DVA (Dreno de Ventilação Auricular)”, apresentada no XXVIII Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia, em São Paulo, quando foi vencedora no concurso: “O melhor Trabalho Científico”, concorrendo com 145 trabalhos e 430 autores, referindo-se a uma técnica microcirúrgica, também pessoal, minimamente invasiva e, a uma invenção de um dispositivo usado neste mesmo procedimento otológico.</p>
<p>Saiba mais: <a title="Nova Técnica Cirúrgica no Tratamento das Sinusites" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=50">Nova técnica cirurgica no tratamento das sinusites</a> e <a title="ATUALIDADE NA OTORRINOLARINGOLOGIA  –  CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS ENDONASAL AVANÇADAS" href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=95">Atualidades na otorrinolaringologia</a></p>
<p>César Augusto Seronni e Giovanni Paolo Seronni são médicos otorrinolaringologistas (pai e filho). Clínica de Otorrinolaringologia e Otoneurologia CAS.</p>
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		<title>XXVI &#8211; VANTAGENS NAS CIRURGIAS OTORRINOLARINGOLÓGICAS SOB ANESTESIA LOCAL E ALTA NO MESMO DIA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As sensações corporais, táteis, térmicas e dolorosas são identificadas por receptores sensitivos na superfície estimulada, transformando este estímulo em corrente elétrica, que é transportada pelos nervos periféricos até o cérebro, onde são interpretados tornando possível a consciência da sensação do estímulo. A anestesia local consiste no bloqueio da transmissão da corrente gerada pelo estímulo doloroso <a href="http://seronni.web623.uni5.net/?p=91"> read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As sensações corporais, táteis, térmicas e dolorosas são identificadas por receptores sensitivos na superfície estimulada, transformando este estímulo em corrente elétrica, que é transportada pelos nervos periféricos até o cérebro, onde são interpretados tornando possível a consciência da sensação do estímulo. A anestesia local consiste no bloqueio da transmissão da corrente gerada pelo estímulo doloroso antes da chegada ao cérebro.<br />
A tendência futurista das cirurgias, numa maneira geral, é no sentido de preservar a saúde humana e tratar as doenças de uma forma cada vez mais prática, segura, e com maior eficiência. O uso de aparelhos que magnificam imagens, como os microscópios e endoscópios e também, os que cortam e coagulam sem sangramentos, os exames de imagens como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética conseguem mostrar os defeitos com maior precisão, auxiliando de sobre maneira a eficiência destes procedimentos.<br />
A evolução na busca de procedimentos minimamente invasivos e altamente eficazes possibilitando uma atuação certeira na patologia, diminuindo manipulações e lesões em áreas sadias, proporcionando cirurgias com mínimo trauma. Tal evolução associada a um maior conhecimento anatômico, proporciona o estímulo de menos receptores para a dor durante um ato cirúrgico facilitando o bloqueio seletivo da inervação na área que será manipulada, tornando possível a realização das cirurgias sob anestesia local.<br />
Os analgésicos são substâncias que quando administradas sistemicamente diminuem o limiar da dor e intensificam o efeito dos anestésicos locais no bloqueio dos nervos periféricos proporcionando uma menor quantidade de solução anestésica infilrada.<br />
O controle da dor pela anestesia local associado a uma analgesia e sedação leves, proporcionam ao paciente um procedimento cirúrgico agradável e sem os riscos de uma anestesia geral.<br />
A cirurgia da otospongiose ou otosclerose, uma comum causa de surdez com tendência hereditária, sob anestesia local nos permite perguntar ao paciente, logo após a estapedotomia (nome da cirurgia), se ele está ouvindo bem e sem zumbidos, antes do curativo oclusivo. Caso haja algum problema, o médico otorrino poderá solucioná-lo de imediato, ao passo que sob anestesia geral, este problema somente seria descoberto dias após aquele ato.<br />
As cirurgias para correção de desvios septais são realizadas rotineiramente com anestesia local e o paciente relata melhora importante da respiração nasal ainda na sala operatória. O uso de vasoconstrictores associados a anestésicos tópicos aplicados diretamente no local a ser operado com algodão emebebido na solução, gera uma diminuição do sangramento trans operatório e possibilitou um grande salto no desenvolvimento de técnicas para realização das sinusectomias (cirurgia para correção de sinusites crônicas) sob anestesia local.<br />
A infiltração de anestésico local na emergência dos nervos que inervam a estrutura nasal proporciona o trabalho em toda base do nariz tornando possível a realização de cirurgias estéticas nasais também sob anestesia local.<br />
Os grandes beneficiados são as pessoas idosas que necessitam de muito mais oxigênio e que também por isso, entre outros problemas, geralmente têm limitações para se submeterem à anestesia geral.<br />
Como o uso de medicação de efeito sistêmico é muito reduzido com relação a anestesia geral, o paciente tem uma recuperação pós-anestésica e retorno da consciência muito mais rápidos, proporcionando a alta hospitalar precoce e maior conforto para o paciente.<br />
A presença do anestesista na sala é imprescindível para um bom andamento do ato cirúrgico. A monitorização cardio-respiratória deve ser acompanhada de perto e a sedação deve ser feita de maneira a deixar o paciente cooperativo e em bem estar.</p>
<p>Dr. GIOVANNI PAOLO SERONNI – crmgo: 11568</p>
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<p>Mais:<br />
<a href="http://seronni.web623.uni5.net/?page_id=178">Vídeos</a><br />
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